Mudanças.
Coincidências.
Tudo de uma vez só.
Vamos aos poucos.
Sempre decidida a não mais me vender por pouco, queria mudar de ares. Queria ser reconhecida, poder mostrar meu valor, queria subir.
Enfim, consegui.
Foi assim, de uma hora para outra, quando eu menos esperava (mas assim mesmo sonhava), aconteceu. Uma proposta.
A tal proposta não envaideceu meus ouvidos, tampouco me instigou. Mas dessa vez seria diferente. Dessa vez eu pensaria monetariamente. Não mais em "fazer caridades", iria pensar na colocação e nos benefícios que tal função iria me trazer.
Aconteceu... no começo pensei em me arriscar a aceitar assim, de sopetão. Mas não, parei, pensei..e desde o começo mostrei meu valor. Não iria aceitar de sopetão e me diminuir..deixei na geladeira. ótimo, melhor assim.
Pensei, fiz contas.
Usei o coração, o orgulho e enfim, cheguei a conclusão de que realmente seria o melhor para mim.
E quanto a essa nova proposta? Começo na segunda.
Vamos às coincidências.
Perfeito.! Novo Trabalho! mas o que me chocou foi a localização.
Alameda Santos... aquele mesmo endereço o qual eu falei há uns 10 meses atrás que "um dia eu trabalharia", o lugar dos sonhos. a localização perfeita!
Sim, todos se assustaram.
Pode ser que essa não fora apenas uma coincidência, mas uma serie de pensamentos que juntos, fizeram com que as energias se cruzassem e o Universo atendesse o meu pedido como um sudito obedecendo as ordens de seu mestre.
Vinha pensando muito em um novo emprego, uma nova oportinudade, principalmente em bens matérias que poderia e queria adquirir se viesse a ganhar mais.
Andei pedindo, andei praticamente implorando ao meu súdito Universo.
Pois ele me atendeu enfim, atendeu e devo confessar, fez o trabalho completo.
então muito obrigada meu súdito e que seja sempre exatamente (ou melhor) assim.
E por falar em coincidências, ontem me dei conta de que aquela dor que eu sentia (e que constantemente ainda teima em me perseguir), não é única.
Um amigo (ok, tudo bem..mais um conhecido), veio recorrer a mim pois estava com exatemente os mesmos problemas pelos quais eu já havia passado. A história se repetira com ele e eu me vi sentada ouvindo simplesmente um "fast flash back"
do que aconteceu na minha vida.
Vi ele contando na terceira pessoa para mim a minha versão dos fatos, e meu vi tendo a obrigação de ajuda-lo pois só eu provavelmente conhecia bem a situação na qual ele se encontrava.
Ouvi calada, ouvi a historia de um casal imaginada pela minha historia. dói. dói muito.
A ferida até hoje está aberta e eu sei, nunca cicatrizará.
Um grande amor não é curado assim, de uma hora para outra.
Nova coincidência.
Foram também quase exatos nove meses de relacionamento que, ao que me consta foram cheios de amor.
Pois é, pode ser que seja uma sina aos que amam com todo o coração, pode ser uma libertação àqueles que simplesmente não vêem mais a diferença entre o amor, e o não amor.
Pois bem, ajudei de todas as maneiras que eu consegui, dei conselhos, disse exatamente o ue iria acontecer
Mandei muita luz, muita energia.
Sem querer (logicamente), a dor que estava dentro de mim começou a acordar, aos poucos, como se estivesse presente somente para que eu pudesse me lembrar o quanto eu sofri, e ainda sofro com aquela separação de almas.
Me senti fraca, sugada, indefesa, sem luz e sem energia.
No fim da noite já não conseguia mais me livrar dos pensamentos eloquentes e das vozes que gritavam o nome dele dentro de mim.
E aquela inquietação, vontade de estar em lugar nenhum. Vontade de gritar e falar de mim, falar de nós e do quanto eu gostaria que nada disso tivesse acontecido.
Recaída, uma senhora recaída para quem a algum tempo ão pensava mais nisso com penalização, para alguém que se parabenizava por pensar nisto como somente mais um aprendizado.
Foi triste saber que tudo podia vir a tona a qualquer m omento pois eu não tinha sido forte o bastante de ajudar somente aquele conhecido sem despertar nenhuma dor dentro de mim. Em ajudar somente com imparcialidade.
Imparcialidade esta que chegou a me ocorrer no início da conversa mas que logo se dissipou quando percebi ue as historias estavam entrelaças e prontas a se chocarem
Resolvi que estava na hora de ir para casa, recuperar as energias, respirar.
Não conseguia. alguma força me puxava e me sentava naquela cadeira e não me deixava levantar para que eu pudesse voltar as er simplesmente eu.
para que pudesse de alguma forma me recarregar.
Quando finalmente consegui me afastar de todas aquelas pessoas, me vi sozinha e procurando um jeito de esquecer tudo o que acontecera naquele que fora o último dia de trabalho, a ultima conversa com todos e pelo horário, eu estaria por vinte e poucas horas desempregada.
Ri, que engraçado pensar assim.
Pronto, já me veio ele na cabeça novamente.
Foi aí o momento em que me lembrei que precisava fazer força..meu coração estava acelerado, meus pensamentos todos voltados a ele e em alucinações de lampejos de encontros e amores.
Parei, cheguei em casa, tomei um bano e decidi que não ia mais me martirizar por alguém que (não querendo ser pessimista, mas pensando na realidade), não vai voltar.
Dormi muito mal, m muito mal mesmo. mas fiquei feliz em saber que simplesmente dormi.
e não pensei em mais nada.
Estou sendo e me mantendo forte até agora.
Este é o esperado...
s2
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