terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Estou pela metade, pelo meio, no meio fio.
meio feliz, meio infeliz.
Talvez até esteja um pouco decepcionada, não com outra pessoa, mas talvez comigo mesma. Por não ter me esforçado, me forçado, me ajudado.
Me doei muito por causas que se na ocasião não me surpeendiam tanto por sua importância, hoje então tornam-se irrelevantes.
Não me arrependo.
mas se eu talvez quiser nesta "altura do campeonato" me importar, já sará tarde demais.
Na realidade o unico pensamento que me resta é o de que : " o que está feito, está feito"
Como estava lendo num post bastante antigo, eu já convivi com este tipo de sensação (nada agradavel), mas o que para mim é algo novo,e não digo que não me surpreendi, é que este sentimento está um tanto mais maduro.
Antes era uma sensação até mesmo dilacerante, hoje..é só uma grande aceitação.

Não estou e não quero me prender a sensações pessimistas agora, quando o ano acabou, quando o que já passou...já passou.
Quero muito mais, quero aprender, aprender comigo mesma. Aprender a lidar com essas confusões interiores, e talvez para um pouco de tentar ser forte quando o que eu quero mesmo é me debulhar em lágrimas.

É tudo novo. Vida nova!

os amores serão provados, os sabores serão degustados, as missões serão cumpridas, é a roda da vida.
e eu ? bom, eu vou seguindo..mesmo com muito medo, seguindo.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Fechamos o contrato de aluguel da casa nova ontem, e surpresa. A nova casa é bem menor.
Naquele momento me senti desesperada, como se eu tivesse sido corrompida e de alguma forma sabotada.
Digo sabotada porque a nova casa só tem um quarto, quarto este que vai ser muito bem dividido com minha mãe.
Mas parando pra pensar eu já dividia meu quarto nesta casa antiga. O quarto era dividido com minhas lembranças, minhas coisas...mesmo que aos olhos de qualquer um fossem elas insignificantes, cada centímetro daquele quarto guardava um pedacinho de mim. Pois bem, me vi tendo que encaixotar todas as minhas lembranças e o primeiro pensamento (concordo que um pouco -muito- egoista) de minha parte foi de literalmente lotar o novo 1/2 dormitório de coisas.
Voltei pra casa pensando nisto, no que ia ficar comigo.
E eu queria tudo, não estava disposta a jogar absolutamente NADA do que é meu no lixo.
Chegando em casa (e não sei ao certo se ainda posso chamá-la assim), resolvi "começar logo os trabalhos"...peguei umas 7 caixas e um pacote de sacos de lixo de não sei quantos litros. Fui, como um raio, pro meu quarto.
A idéia era simples, abre a caixa, coloca tudo que tem no quarto dentro da caixa. Escreve FRÁGIL. lacra a caixa. Próxima caixa.

Não foi o que eu fiz. comecei a perceber que realmente queria me livrar de algumas coisas. Comecei.
Tipo uma peneira do que era eu de verdade.
"Fim dos trabalhos"...o que restou..UMA unica caixa. uma caixa de coisas sem as quais eu não poderia viver sem.
Uma caixa de toda a minha vida.
Meus livros prediletos, minhas recordações mais importantes ...tudo em uma caixa.
Uma vida resumida em uma caixa.
Bateu novamente o desespero.
Como UMA caixa? como eu pude me livrar de todo o resto?
Foi quando eu percebi que já aprendi a me apegar a pessoas, nunca a recordações.
Recordações materiais são uma forma de lembrar-mos o que não queremos esquecer jamais, mas, como esqueceremos o que realmente foi especial.
Foi quando me surpeendi...tenho tantas recordações dentro de mim, boas os más, elas estão no meu coração. e de certa forma, se eu me livrei do material, é porque elas estão como tatuagens em mim.
Formaram o meu caráter, minha estrutura, cada uma delas é um pouco do que sou agora.
E finalmente, para lembrar-me delas, basta olhar para dentro de mim. Lá estão elas.
E quanto a caixa remanescente?
Aquela humilde caixa é como um resumo de tudo. é a "Claudia Gabriela" começando do zero.
São presentinhos de pessoas queridas. Lembranças de ex namorados. algumas fotos. Minha certidão de nascimento (rsrs) e alguns outros documentos.
Fiquei contente.
Afinal, se nada é pra sempre. aqui estou eu, a prova viva de que as coisas tem que mudar, e uma lembrança tem que dar espaço para outra lembrança. Assim, a roda gira.
Hoje de manhã acordei amsi animada...mais clean ! foi bom.
Produtiva então a noite passada !

E do quarto só ficou para fora a caixa com as coisas do meu namorado (aquele lindo!) e uma boneca que a minha vó me deu. Impossível guardá-la. nunca guardei, não iria ser dessa vez.

E no final. eu sou todas as lembranças que guardei, que joguei fora.
É tudo o que sou, e percebi que na realidade, não joguei nada fora então!










obs: postei sem corrigir, não queria dar espaço para qualquer mudança, não desta vez !

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Esta correria do dia a dia, já esta estressando.
Barulho, telefone, pilhas e pilhas de papéis, montes e montes de pessoas ao mesmo tempo.
cansada é a palavra, mas cansada mentalmente, fadigada.
E derrepente me vejo no fim de tudo isso, fim do semestre, fim do ano, fim enfim.
O tão esperado fim me remete a um novo começo, ou uma continuação do fim, para enfim torcer por outro fim...enfim, isso não importa, o que realmente importa é que este tão esperado fim está chegando, e quando ele chegar vai ser como uma libertação.
Não libertação do stress mais libertação de toda esta preocupação que fatalmente toma conta de todos nós ao longo do ano.
Começa tudo outra vez, novos planos, novos desejos e claro, velhos desejos que continuam intactos, novas promessas, novas metas.
É Natal, época de fazer o bem...e o bem visto aos olhos de hoje é bastante relacionado à presentes, eu individualmente falando, tenho uma lista de pessoas queridas a quem gostaria de presentear neste Natal. Presentear de maneira material falando, que fatalmente é o que acaba importando mesmo.
E para que estes presentes tenham a oportunidade de chegar aos seus respectivos merecedores, eu tive que me estressar, me esforçar, me cansar o ano inteiro.
Talvez então eu chegue a conclusão de que não me esforcei especificamente para mim, ao meu beneficio (e vamos deixar pra lá a experiencia e bla bla bla, o contexto aqui é o monetário), talvez eu chegue a conclusão de que trabalhei para poder sanar um desejo meu de satisfazer quem eu considero que merece ser satisfeito.
Será?
talvez.
Um pouco complicado pensar por este ângulo. Talvez eu esteja também na lista de presenteados de alguem
Será?
talvez.
O que importa é que o esforço já foi feito e o que resta agora ao final de mais um longo e duro ano é uma dor de cabeça e...uma lista de presentes.